12/25/2006

O cartunista Joseph Barbera morreu na semana passada. William Hanna havia morrido em 2001. Juntos, os dois haviam criado a Hanna-Barbera, uma incansável fábrica de desenhos animados. A Hanna-Barbera (que foi incorporada pela Cartoon Network depois que William Hanna morreu) é a responsável por sucessos como Scooby-Doo, Os Jetsons, Os Flinstones, Corrida Maluca, Tom & Jerry, a Família Adams e Zé Colméia. Disto, talvez você já saiba. Mas talvez não saiba que Hanna e Barbera eram cristãos convictos e atuantes.



Assistindo ao especial de Natal dos Flinstones hoje, notei imediatamente uma diferença: o antigo episódio, certamente produzido há uns 40 anos, falava abertamente nos milagres de Jesus. Ironicamente, falar de Cristo no Natal virou exceção. É simples: observe os desenhos animados atuais. Todos fazem menção ao Natal. Mas o 25 de dezembro foi transformado numa data vazia. Fala-se em confraternização, em paz, em esperança, em amor e... só. O Natal dos Flinstones é genuíno: eles vão à Igreja e comemoram o nascimento de Jesus. A frase mais repetida durante o episódio é também a que o encerra: "Que Deus nos abençoe a todos". Isso, hoje, virou ofensa.

Alguma coisa anormal aconteceu nas últimas décadas, para que uma data assim fosse transformada em uma comemoração secular. Um Natal não-cristão é apenas a celebração da melancolia espiritual. A comemoração do fracasso. Os não-cristãos têm todo o direito de não comemorar o Natal. O que não deve acontecer é que a data seja esvaziada de seu sentido original. Happy Holidays não é Merry Christmas. Nos Estados Unidos, essa discussão está no seu auge. E a vantagem é para os defensores da tradição natalina. No Brasil, essa briga não acontece. E isso pode ser uma notícia ótima ou uma notícia péssima. Não tenho certeza.