3/06/2007

O Direito de Brigar


Existem situações em que é perfeitamente aceitável dar uns murros em alguém.

Esgotadas todas as possibilidades de diálogo, inutilizados todos os xingamentos, o que resta é só o ímpeto de sair na mão. Estou longe de ser uma pessoa violenta. Mas não nego que este é um direito justo.

É, inclusive, uma dedução lógica. Se eu considero justo que um país recorra à guerra em alguns casos, por que não reconhecer que esse direito cabe também ao indivíduo? Recorrer à ONU nem sempre funciona.

E quem garante que não vou bater em alguém sem ter razão? Bom, há uma ordem cósmica que regula essas coisas. Por exemplo: nunca existiu uma guerra entre duas democracias. E, geralmente, ganha quem tem mesmo razão. Em todo o caso, o mais importante é o desafio pessoal. Como o do nosso querido Rocky Balboa, que só queria provar a si mesmo do que era capaz.





É preciso deixar claro que estou falando apenas da briga manual, sem o uso de qualquer tipo de arma. Não que seja má idéia, mas nós já não saberíamos seguir as regras de um bom duelo, como há 150 anos.

E, claro, não estou falando de quem briga por esporte ou por diversão. O direito de brigar deve ser usado em, no máximo, cinco vezes ao longo da vida. Cinco é um bom número. E isso inclui praticar simples agressões sem tomar revide (o que, tecnicamente, não seria uma briga. Mas entra na contabilidade).


Não bata em alguém sem motivo, companheiro. Avalie bem. Mas se for o caso, vá em frente. Faça alguém sentir o gosto da justiça. Misturado com um pouco de sangue.