6/16/2007

16 de junho

São poucos os que sabem agir na hora certa. Sem se influenciar pelo impulso primeiro, mas sem abrir mão da resposta no momento apropriado.

Esperar quando for preciso, mas saber exatamente a hora certa de agir. A hora de declarar guerra. A hora de dar o tiro no sequestrador e salvar o refém. A hora de dar o carrinho pra levar o cartão vermelho e for expulso, se for preciso. A hora de matar para não morrer.

A hora de transformar cinco meses de espera em cinco segundos de fúria.

A tolerância cristã é a maior das virtudes; mas só é uma virtude porque exige que se saiba a hora precisa de agir. Oferecer a outra face quando for preciso. Agredir os vendilhões do tempo se necessário for.

Chega um tempo em que não se diz mais meu Deus. Tempo de absoluta depuração.

Mas uma hora ele passa.


O impulsivo descontrolado e o passivo covarde são igualmente inúteis; seguem o caminho que lhes é mais fácil.

São poucos os que sabem agir na hora certa, sem se precipitar e sem perder o bonde.

São poucos.

Mas serei um deles. Minha hora é esta.