Editorial do Jornal de Brasília de hoje:
Em defesa da vida
Por ano, ocorrem no Brasil cerca de um milhão de abortos inseguros, de acordo com a Federação Internacional de Planejamento Familiar. A interrupção da gravidez é crime e traz inúmeros prejuízos econômicos e morais ao País. Mas além disso, a ação é a forma mais cruel e desumana de afronta à vida. Atinge a mãe – o aborto inseguro é uma das maiores causas de mortalidade materna no mundo – e, principalmente, atinge um ser indefeso, que deveria ser protegido justamente por quem acaba por tirá-lo o direito à vida, o mais fundamental de todo ser humano.
Mesmo com esse cenário, ainda há quem defenda a legalização do aborto como forma paliativa de melhorar a qualidade das famílias. Mas hoje, um evento – a caminhada "Brasil Sem Aborto", realizada à tarde na Esplanada dos Ministérios – quer chamar a atenção para a falácia que esse argumento representa. O que pode, sim, ser eficaz neste campo é a adoção de uma política de planejamento familiar acessível a todos os brasileiros. E a mobilização popular é o meio mais direto de fazer com que as autoridades reconheçam que esse é o anseio real da população.
Que orgulho, rapaz.