2/21/2007

Viva a cadeia alimentar

Tive duas surpresas com o post sobre os Vegetarianos.

A primeira (a mais importante), foi descobrir que não é só minha tia Zuleica que lê este blog. A segunda foi perceber que o texto foi parar num fórum orkutiano e lá foi discutido.


Entre os nobres debatentes que me enviaram mensagens no email e pelo orkut ,e entre os que comentaram meu texto, que foi postado na comunidade sem que eu soubesse, destaco alguns argumentos, os quais irei comentar.

Esse texto foi publicado no meu blog pessoal exatamente porque ele não podia ser publicado em qualquer outro lugar. Não é um artigo científico. Nem um artigo jornalístico. É um texto engraçadinho e feito sem reflexão, embora todas as opiniões nele presentes sejam verdadeiras.

Aos argumentos:

1) Disseram que os homens não são superiores aos animais. Não vou adiante na discussão porque sinto-me constrangido em ter que explicar aos colegas porque os homens são superiores (biologicamente, espiritualmente, intelectualmente, adaptativamente, moralmente) aos outros tipos de vida que já surgiram na terra. Aos que não entendem isso... bem, talvez alguns de nós não sejamos mesmo superiores. Estes podem parar de ler o texto aqui.

2)Argumentaram que os onívoros são mentes não esclarecidas, que precisam urgentemente ser alertadas sobre os perigos de comer carne. O que posso dizer? Até agora, falharam em me convencer. E olha que eu prefiro pizza a churrasco...

3)Acusaram-me de ser um representante do ”Especismo” . Especismo ? Sem dúvida, é errado achar que os negros são inferiores aos brancos. Mas continua sendo uma bobagem dizer que eu valho tanto quanto um boizinho.


Lições que aprendi: o feto humano é ruim é pode morrer


4) Uma senhorita veio me avisar que eles não são a favor do aborto. São, isso sim, “pela escolha da mãe escolher o que é melhor para si”. Escolher o que é melhor para si? E o bebê que se dane? Não consigo considerar que um feto humano tenha menos valor do que um tamanduá. Isso não é normal; é sintoma de uma mente doentia, que perdeu totalmente os valores de referência.
E se, por exemplo, eu decidir que o melhor para mim é matar o meu vizinho chato? Isso é liberdade de escolha? Eu escolho que ele vai morrer? Belíssima liberdade!


Calanguinho do Cerrado: é bom, vale mais do que um feto humano. Portanto, deve ser preservado a qualquer preço



5) Eu havia escrito que, para alguns vegetarianos, uma cabra valia tanto quanto Winston Churchill. Em resposta, uma moça argumentou que Winston Churchill valia tanto quando um cocô. Ou seja: na qualidade de dejeto, era mesmo inferior a uma cabra. Nada posso dizer em resposta sem ofender a dignidade da colega. Por isso não digo nada.

6)Um nobre representante da juventude alegou que eu, por ser evangélico, estou na vanguarda da ignorância. E que sou facilmente manipulado. Ok. Aguardo, então, que ele proponha um debate sobre religião, manipulação ou sobre qualquer outro assunto para que ele possa, na sua verdade clarividente do ateísmo, provar minha ignorância. Mal posso esperar para ser humilhado pelo jovenzinho.

E já que ele fez uso do seu preconceito, faço também o meu próprio julgamento: Ele, sendo um ateu-cabeludo-metaleiro, é só um adolescente sem identidade, que sente necessidade de se revoltar contra tudo. Fica de recuperação na escola, onde também é ridicularizado nas aulas de educação física. Tem sérios problemas com as garotas, e por isso nunca namorou. Pronto. A diferença é que o meu julgamento tem 90% de chances de estar certo. O dele fracassou totalmente.

7) Uma garotinha disse que comendo carne eu contribuía para a poluição. Imagino que ela não ligue para o que o cultivo da soja faz com a Amazônia.

8) Disseram que os vegetarianos são mais saudáveis. Bom, entre os participantes da discussão, só conheço uma pessoa. E ela vive com problemas de peso; não controla sua compulsão por chocolate. E não sou só eu quem diz que a falta de carne é ruim para a dieta.

Não quero fazê-los voltar a comer carne. Isso não me influencia. O problema é outro.

Entre os vegetarianos, é muito presente um ranço de revolta contra o sistema, o capitalismo, o Ocidente, a Religião ou qualquer outro alvo abstrato. Digo e repito: Pitágoras não seguia um modismo. Mas boa parte dos que discutiram comigo fazem isso. É válido seguir esse moda? É. A princípio, não comer carne não faz mal a ninguém. Mas, como eu já disse, essa pseudo-revolta sempre vem acompanhada de posturas perigosas, uma ânsia pela subversão, que eu não me atrevo a explicar. Mas recomendo que procurem um analista.


A verdade (como sempre) é muito simples: a supervalorização dos animais é, na realidade, apenas a subvalorização do homem. Um auto-rebaixamento grotesco. Não é à toa que é uma prática típica das mentes adolescentes.


De resto, acho que todos têm o direito de comer o que quiser, e de serem comidos quando assim desejarem.

Não voltarei ao assunto.